Será mesmo que vale ser a marca mais lembrada?

Existe uma pergunta que muita gente evita responder com honestidade, como se admitir fosse errado: faz diferença ser a marca mais lembrada no mercado?

Faz. E muito.

Não estamos falando de vaidade. Estamos falando de algo que o marketing chama de share of mind, que em português simples significa o espaço que a sua marca ocupa na cabeça das pessoas. Não é o quanto do mercado você vende, e sim o quanto da atenção você já conquistou.

Pesquisas como a Top de Marcas, realizada todo ano aqui em Apucarana e região, funcionam como um termômetro real. Mostram quais marcas locais conseguiram entrar no imaginário das pessoas, quais nomes vêm à cabeça quando alguém pensa em um segmento específico. Chegar ao topo dessa lista não é só sobre publicidade bem feita. É sobre credibilidade construída ao longo do tempo. É sobre cliente que saiu satisfeito e voltou. É sobre uma marca que mostrou consistência quando ninguém estava olhando para o prêmio.

Tem um conceito no neuromarketing que explica bem isso: familiaridade gera confiança.

As pessoas compram de marcas que conhecem. Não porque essas marcas são necessariamente melhores em todos os aspectos, mas porque o cérebro humano se sente mais seguro com o que já reconhece. Uma marca familiar, com linguagem, identidade visual e comunicação consistentes, gera aquela sensação de “sei com quem estou lidando.”

E AÍ VEM UMA PROVOCAÇÃO:

Você acha que a Coca-Cola parou de fazer publicidade porque todo mundo já a conhece? Ou o McDonald’s? São as marcas mais reconhecidas do mundo, e elas continuam anunciando todo santo dia. Não porque precisam se apresentar, mas porque sabem de algo que muitas empresas esquecem: marca que some da vida das pessoas, some da cabeça das pessoas. Não existe topo garantido para sempre. Existe presença ou ausência.

Marcas que aparecem com frequência, de forma amigável e por um longo tempo, criam algo que vai além da preferência. Criam conforto. E conforto é decisivo na hora de escolher entre uma empresa conhecida e uma desconhecida.

Mas tem uma virada importante acontecendo. Ser lembrado pelas pessoas já não é suficiente. Hoje, você também precisa ser encontrado e isso vai muito além do Google.

O Instagram virou ferramenta de busca. O TikTok também. Uma parcela crescente de pessoas, especialmente os mais jovens, vai diretamente para essas plataformas quando quer pesquisar um restaurante, um produto, um serviço. Digitam no campo de busca do Instagram o que precisam e esperam encontrar respostas reais, de marcas ou pessoas que mostram o que fazem.

E as inteligências artificiais entraram nessa equação também. Quando alguém pergunta para o ChatGPT ou para o Google AI uma recomendação de empresa, as respostas que aparecem têm tudo a ver com o quanto a marca existe e se posiciona no ambiente digital. Não aparece quem é maior. Aparece quem tem mais presença.

Por isso, SEO, que é o conjunto de estratégias que fazem sua marca ser encontrada nos mecanismos de busca, deixou de ser um assunto técnico para desenvolvedores e virou parte essencial da construção de qualquer marca que quer crescer de verdade no digital.

Voltando às pesquisas de top of mind: ser a marca mais lembrada dentro de um segmento é uma das melhores saídas para escapar da guerra de preço.

Quando alguém já tem uma preferência formada, já associa um nome a credibilidade, já sente aquela familiaridade, o preço deixa de ser o único fator. A conversa muda. Você sai do lugar de produto igual a tantos outros e passa a ocupar um lugar na cabeça e no coração do consumidor.

Construir uma marca lembrada não é aparecer mais, é aparecer bem, com consistência, com verdade e sem pressa de colher o que ainda não foi plantado.

As marcas que chegam ao topo não chegaram sozinhas nem de repente. Chegaram porque alguém decidiu, em algum momento, parar de tratar o marketing como custo e passar a enxergá-lo como construção.

E construção, como todo mundo sabe, leva tempo. Mas o que é construído com cuidado, dificilmente cai sozinho.

Escrito sem ChatGPT por:

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Pedro Ferrera

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