Todo mundo quer crescer. Quer ser reconhecido, receber mais responsabilidades, conquistar melhores oportunidades e construir uma vida sólida. E aqui eu não estou falando somente do lado profissional, tá bem? Serve tanto para o profissional quanto para o pessoal, ou como costumam dizer por aí: tanto para o CPF quanto para o CNPJ.
Mas existe uma pergunta que quase nunca fazemos: será que estamos construindo os comportamentos que fazem essas oportunidades aparecerem?
Na minha experiência acompanhando equipes, clientes e a própria história da Navegah, existe uma variável que raramente aparece em qualquer relatório, mas que faz toda a diferença no longo prazo: postura.
A verdade é que oportunidades dificilmente aparecem por acaso. Na maioria das vezes, elas são consequência da forma como nos comportamos ao longo do tempo. E não falo apenas dentro da relação profissional, falo pra vida mesmo. A sua postura no dia a dia, seja em casa, seja no trabalho, vai te guiar para o caminho A ou para o caminho B. São escolhas.
Quem entrega apenas o combinado cumpre seu papel. Mas quem demonstra iniciativa, antecipa problemas, cuida dos detalhes e procura gerar valor deixa uma marca. E são essas pessoas que costumam ser lembradas quando surge um novo desafio, uma promoção, um projeto importante ou uma indicação.
É por isso que tenho refletido tanto sobre um conceito chamado overdelivery.
Overdelivery é entregar mais valor do que o esperado.
Não significa trabalhar até mais tarde todos os dias ou assumir responsabilidades de forma descontrolada. Significa fazer com excelência aquilo que está nas suas mãos. É transformar um atendimento comum em uma boa experiência. É resolver um problema antes que ele aconteça. É entregar um material um pouco melhor do que o cliente imaginava. É facilitar a vida de alguém sem que isso tenha sido solicitado.
No fim, tudo isso comunica uma única coisa: “vale a pena confiar nessa pessoa”.
E confiança é uma das moedas mais valiosas dentro de qualquer empresa, dentro de um relacionamento, dentro de qualquer ambiente que você esteja inserido.
Mas existe um ponto importante que precisa ser dito: Entregar além do esperado só faz sentido quando existe um ambiente capaz de reconhecer esse valor.
Há uma diferença enorme entre investir na própria carreira e ser explorado. Se, depois de um período consistente de dedicação, aprendizado e evolução, não existe reconhecimento, perspectiva de crescimento ou espaço para assumir novos desafios, talvez o problema não seja sua postura, mas o ambiente em que você está.
Empresas maduras e sérias costumam criar processos, indicadores e lideranças capazes de identificar quem gera valor. Nem sempre esse reconhecimento acontece na velocidade que gostaríamos, mas ele precisa existir. Aqui na Navegah me preocupo muito com essa OR-GA-NI-ZA-ÇÃO e ao longo dos anos, nossos processos foram sendo moldados com base e muitos indicadores.
Outro cuidado importante é não confundir “fazer mais” com “trabalhar mais”.
Trabalhar mais é aumentar o volume. Fazer mais é aumentar o valor da entrega. São coisas completamente diferentes.
Uma pessoa pode trabalhar dez horas por dia e gerar pouco impacto. Outra pode, dentro do mesmo horário, transformar resultados por causa da qualidade da sua postura. Novamente, viu só? Postura.
Vale também fazer três perguntas de tempos em tempos.
- Estou gerando mais valor ou apenas ocupando mais tempo?
- O ambiente onde estou consegue perceber e reconhecer?
- A pessoa que quero me tornar teria a postura que estou tendo hoje?
No fim das contas, nossa construção acontece muito antes de ser reconhecida.
Ela é construída nas pequenas decisões do dia a dia. Na forma como encaramos os desafios. Na disposição para aprender. No cuidado com os detalhes. Na responsabilidade que assumimos, mesmo quando ninguém está olhando.
Oportunidades raramente chegam para quem apenas espera. Elas costumam encontrar quem já vem demonstrando, todos os dias, que está preparado para recebê-las.
Porque, no fim, oportunidade não aparece.
Ela se constrói.


